Tudo sobre o PIX!

Nos últimos dias, só se fala em PIX. Se você possui uma conta digital é certo que tenha recebido um email ou mensagem do seu banco, te convidando para realizar o pré-cadastro. Antes de sair se cadastrando por ai, saiba tudo sobre o PIX.


Preparamos esse artigo para esclarecer todas as suas possíveis dúvidas sobre o PIX: o que é? Para que serve? Como funciona? Quem pode usar? Quais as vantagens? Continue lendo.

PIX – O Que é e Para que Serve?

O Pix nada mais é que um novo sistema de pagamento que pretende revolucionar o mercado, dando mais agilidade as compensações de pagamentos e transferências online, levando até 10 segundos, sem restrição de dia e horário.

Ele foi anunciado pelo Banco Central em Fevereiro de 2020, com intuito de digitalizar de vez os meios de pagamentos, reduzir os custos, aumentar a competitividade dos serviços e abrir caminho para um novo sistema financeiro, muito mais ágil, inclusivo e integrado. Entretanto, só entrará em funcionamento a partir de 16 novembro de 2020 e todos os bancos e instituições financeiras com mais de 500 mil clientes deverão estar prontas para operar com a nova tecnologia.




Vantagens e Objetivos do PIX

  • Proporcionar o acesso das mais de 45 milhões de pessoas “desbancarizadas” aos serviços financeiros no país;
  • Digitalizar de uma vez por todas os pagamentos no Brasil;
  • Universalizar os meios de pagamentos;
  • Possibilitar a realização de transações financeiras em tempo real, eliminando a espera para compensação de pagamento ou transferência;
  • Diminuir o valor das tarifas cobradas para transações de pagamentos e transferências (ex: tarifas de TEDs e DOCs);
  • Facilitar o pagamento de contas, faturas, boletos e impostos;
  • Substituir outros meios de pagamento como cartão de débito e dinheiro em espécie nas compras do dia a dia;
  • Diminuir o uso do dinheiro em espécie: cédulas e moedas
  • Abrir o mercado de pagamentos e facilitar a entrada de novos atores com modelos de negócio inéditos;
  • Aprimorar a prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLD/FT);
  • Aumentar o potencial de inclusão financeira com custos menores de iniciação e mais agentes ofertantes;
  • Aumentar a competitividade entre os prestadores de serviços bancários, gerando serviços de melhor qualidade;
  • Desburocratizar as transações financeiras preservando a segurança de pagadores e recebedores.

Quem Pode Usar o PIX?

De acordo ao Banco Central, as transações financeiras através do PIX, poderão ser realizadas por:

  • Pessoas físicas;
  • Pessoas Jurídicas;
  • Órgãos públicos, no caso de impostos e taxas;
  • Entre Governo e cidadãos (a possibilidade de pagar auxílios governamentais e restituição do Imposto de Renda pelo sistema está sendo estudada).

Observação: As instituições financeiras irão iniciar o cadastramento do PIX a partir do dia 5 de outubro.  Para usá-lo como meio de pagamento ou recebimento, os envolvidos devem possuir uma conta em banco, instituição de pagamento ou fintech, ou ainda uma carteira digital.

Observação importante: o Pix será obrigatoriamente gratuito para pessoas físicas, mas empresas poderão ser cobradas em instituições.

Como Funciona o PIX

Uma alternativa inovadora aos modelos já existentes de transferências bancárias, boletos, cheques e cartões, o PIX, ainda não teve seus detalhes de funcionamento definidos pelo Banco Central. Entretanto, o sistema prevê disponibilizar os seguintes serviços:

  • Transferências instantâneas de dinheiro entre pessoas e empresas (gratuitas para pessoas físicas);
  • Pagamento de contas, faturas e boletos;
  • Recolhimento de impostos e taxas de serviços (como emissão de passaportes);
  • Pagamento de compras online e em estabelecimentos físicos;
  • Saques na rede varejista.

Essas transações serão realizadas através de:

  • QR Code estático ou dinâmico;
  • Informando os dados bancários de quem vai receber o pagamento, como se faz uma TED e DOC hoje – nome completo, CPF, número da instituição, agência e conta;
  • Informando uma chave Pix, que o usuário poderá adicionar a uma conta que já possui; essa chave pode ser o número de celular, e-mail, CPF ou CNPJ – será necessário informar somente um destes;

Transações via QRCode:

O usuário ou estabelecimento que receberá o valor apresentará um QR Code, que poderá ser lido por qualquer tipo de smartphone. 

  • QR code estático: permitirá seu uso em múltiplas transações, permitindo a definição de valor de um produto ou pelo pagador;
  • QR code dinâmico: será renovado a cada compra. É mais adequado para pagamento de compras, já que poderá apresentar informações diferentes a cada transação e permitirá que sejam incluídas informações adicionais sobre a transação.

Transações via chaves Pix

De acordo ao Banco Central, as chaves Pix são “‘apelidos’ utilizados para identificar a sua conta” que representam o endereço da sua conta no Pix, substituindo os dados de numero de conta, agência, CPF e número de banco.

Poderão ser adicionados quatro tipos de chave Pix a uma conta: CPF ou CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou a chamada chave aleatória.

Para enviar um Pix, basta informar uma das chaves do recebedor. 

Quantas chaves poderei adicionar?

  • Pessoas físicas poderão registrar até cinco chaves Pix por conta da qual seja titular;
  • Pessoas jurídicas, poderão registrar até 20 chaves por conta.

Observação: Não existe um limite total de chaves que cada pessoa poderá cadastrar. Entretanto, não será possível, adicionar uma mesma chave em mais de uma conta. Ou seja, quando adicionar o seu CPF como chave PIX em uma banco, não poderá utilizá-lo como chave PIX em mais nenhuma outra instituição.

Devo Cadastrar o Pix em Todas as Minhas Contas?

Sim. Entretanto, não poderá usar a mesma chave, mesmo em instituições diferentes. Ou seja, cadastrando seu CPF como chave PIX em uma instituição ou banco, deverá escolher seu número de celular, email ou optar pela chave aleatória.

A dica é: priorize cadastrar sua chave PIX com os números já conhecidos do seu CPF ou CNPJ, celular ou email, nos bancos os quais você costuma realizar a maioria das suas movimentações bancárias. Dessa forma, ficará muito mais fácil lembrar a chave a ser utilizada. Nos demais, utilize a chamada “chave aleatória”.


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